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Aprenda como criar um dashboard para tráfego pago no Data Studio, escolher KPIs, usar UTMs, filtros e transformar métricas em decisões.

Dashboard para tráfego pago: métricas que ajudam a decidir

Descubra como escolher os indicadores certos, organizar campanhas e criar dashboards de tráfego realmente úteis para análise e otimização.

Um gerenciador de anúncios já possui dezenas de métricas.

É possível acompanhar impressões, alcance, frequência, CPM, CTR, CPC, visualizações, cliques, conversões, custos, receita e muitas outras informações.

Por isso, copiar tudo para outro painel dificilmente cria inteligência.

Na prática, um bom dashboard para tráfego pago faz justamente o contrário: reduz a quantidade de informações até deixar visível aquilo que realmente ajuda a tomar uma decisão.

Essa é uma mudança importante de mentalidade.

O objetivo de um dashboard não é provar que você consegue reunir muitos dados.

É permitir que você olhe para uma tela e compreenda rapidamente:

o resultado está saudável?

onde existe um problema?

o que precisa ser otimizado?

qual campanha merece mais investimento?

qual etapa do funil está prejudicando o resultado?

Quando o painel consegue responder essas perguntas, ele deixa de ser apenas um relatório bonito e passa a participar da gestão.

O gerenciador de anúncios já é um relatório

Esse princípio evita um dos erros mais comuns na criação de dashboards.

O gestor abre o gerenciador, observa vinte métricas e decide colocar as mesmas vinte no Data Studio.

Depois adiciona gráficos.

Tabelas.

Filtros.

Indicadores.

Mais algumas métricas.

No final, criou uma versão mais bonita do mesmo ambiente que já existia.

Se determinado dado pode ser consultado facilmente dentro da plataforma e não participa das decisões recorrentes, talvez ele não precise ocupar espaço no dashboard principal.

O painel deve acrescentar uma nova visão.

Isso pode significar:

  • consolidar informações;
  • comparar períodos;
  • destacar tendências;
  • juntar dados de diferentes fontes;
  • acompanhar metas;
  • mostrar indicadores de negócio;
  • cruzar mídia com vendas;
  • facilitar o diagnóstico.

O valor está na seleção.

Escolha poucas métricas antes de construir o painel

Antes de abrir o Data Studio, escreva quais métricas você realmente utiliza para tomar decisões.

Isso parece óbvio, mas muda completamente a construção.

Imagine uma campanha de geração de leads.

Talvez os indicadores mais importantes sejam:

  • investimento;
  • quantidade de leads;
  • custo por lead;
  • cliques no link;
  • CTR;
  • CPM.

Agora imagine um e-commerce.

A prioridade pode estar em:

  • faturamento;
  • investimento;
  • compras;
  • CAC;
  • ROAS;
  • margem;
  • taxa de conversão.

São operações diferentes.

Utilizar exatamente o mesmo dashboard para ambas dificilmente produzirá uma análise adequada.

Defina sua métrica de obsessão

Uma maneira interessante de organizar o painel é escolher uma métrica central.

Ela é o indicador que melhor representa aquilo que você está tentando melhorar naquele momento.

Pode ser:

CPL, em uma campanha de captação.

CAC, quando o objetivo é conquistar novos clientes.

Margem, em uma operação de e-commerce.

Compras, durante uma etapa comercial.

Custo por conversão, em outro tipo de campanha.

Essa métrica não precisa permanecer igual para sempre.

O negócio muda.

A fase muda.

O objetivo muda.

Consequentemente, aquilo que merece maior atenção também pode mudar.

O importante é evitar um dashboard em que quinze indicadores aparentam possuir exatamente o mesmo nível de importância.

Crie um painel que você queira abrir todos os dias

Uma boa referência é pensar em um painel de acompanhamento diário.

Aquele dashboard que você abre pela manhã para compreender como está a operação e consulta novamente depois para verificar a evolução.

Ele não precisa ter cinquenta gráficos.

Precisa mostrar rapidamente a saúde do negócio ou das campanhas.

Uma primeira camada pode conter:

  • investimento;
  • resultado principal;
  • custo por resultado;
  • receita;
  • aquisição;
  • margem ou retorno.

Logo abaixo, entram gráficos que mostram evolução.

Depois aparecem detalhes por campanha, conjunto, produto ou outra dimensão importante.

A hierarquia deve acompanhar sua forma de pensar.

Primeiro:

“Como estamos?”

Depois:

“Por que estamos assim?”

UTMs ajudam a entender de onde vieram as conversões

Quando existem diferentes canais de aquisição, atribuição se torna um problema importante.

Uma mesma pessoa pode:

  1. clicar em um anúncio;
  2. sair da página;
  3. ver outro anúncio;
  4. voltar alguns dias depois;
  5. comprar.

Dependendo da plataforma analisada, aquela conversão pode aparecer de maneiras diferentes.

UTMs ajudam a identificar a origem das visitas e podem ser utilizadas para construir análises próprias.

Uma estrutura de rastreamento consistente pode ser aplicada em:

  • anúncios;
  • campanhas;
  • e-mails;
  • botões;
  • links;
  • conteúdos;
  • outros pontos relevantes da jornada.

Quanto mais organizada estiver a nomenclatura, mais simples será analisar posteriormente.

UTM não elimina a complexidade da atribuição

É importante compreender esse ponto.

Adicionar UTM não significa descobrir uma verdade absoluta sobre toda a jornada do consumidor.

Existem diferentes modelos de atribuição.

Uma operação pode, por exemplo, utilizar a última sessão identificada antes da compra como referência.

Nesse caso, se alguém clicou primeiro em uma campanha e comprou depois de acessar outra, a segunda origem receberá aquela atribuição dentro desse modelo.

Isso não significa necessariamente que o primeiro contato foi irrelevante.

Ele pode ter participado da decisão.

Por isso, o dashboard precisa deixar claro qual lógica está sendo utilizada.

Comparar dados exige compreender como eles foram registrados.

Os números da plataforma podem ser diferentes dos números do negócio

Esse é outro motivo para não analisar campanhas de forma isolada.

A plataforma de publicidade possui seu próprio modelo de atribuição.

O e-commerce ou sistema comercial possui outro registro.

É possível que o gerenciador informe determinada quantidade de conversões e a base final apresente outro número.

Nesse cenário, calcular indicadores financeiros exclusivamente com dados atribuídos pela plataforma pode produzir uma leitura diferente daquela observada no caixa.

Por isso, operações mais maduras podem construir duas visões.

Uma relacionada à atribuição da plataforma.

Outra ligada às vendas efetivamente registradas pela empresa.

O objetivo não é escolher arbitrariamente qual número “está certo”.

É entender o que cada um representa.

O dashboard precisa olhar para fora do tráfego

Esse é um dos aprendizados mais importantes.

Gestão de tráfego não deveria terminar em:

CTR bom.

CPC barato.

CPM dentro da média.

Esses indicadores ajudam no diagnóstico da mídia, mas o negócio possui outras preocupações.

Uma operação de e-commerce precisa pagar:

  • produto;
  • frete;
  • taxas;
  • impostos;
  • equipe;
  • infraestrutura;
  • mídia;
  • outros custos.

Uma campanha pode apresentar um ROAS aparentemente interessante e ainda contribuir para uma margem ruim.

É por isso que dashboards mais avançados podem integrar dados de mídia com informações operacionais.

Margem pode ser mais importante que ROAS

Considere duas situações.

Cenário A

Grande faturamento.

Alto investimento.

Produtos com margem baixa.

Custos operacionais elevados.

Cenário B

Faturamento um pouco menor.

Investimento controlado.

Produtos mais rentáveis.

Margem saudável.

Se você observar apenas receita, provavelmente escolherá o primeiro cenário.

Quando incorpora custos, a leitura pode mudar.

Em determinadas operações, portanto, margem precisa assumir o papel de métrica principal.

O tráfego passa a ser otimizado não apenas para gerar vendas, mas para contribuir com resultado financeiro sustentável.

Conecte mídia aos custos operacionais quando possível

Uma estrutura avançada pode reunir informações como:

  • custo dos produtos;
  • frete;
  • taxas;
  • impostos;
  • faturamento;
  • investimento em publicidade;
  • lucro;
  • margem.

Isso permite criar um painel muito mais próximo da saúde real da empresa.

Imagine descobrir que determinada categoria apresenta bastante faturamento, mas reduz a margem todos os dias.

O gestor pode diminuir a escala daquele produto.

Ao mesmo tempo, outro item com boa margem pode receber mais investimento.

O dashboard deixa de mostrar apenas marketing e começa a conectar marketing a decisões empresariais.

Analise mais de uma janela de tempo

Olhar apenas para hoje pode gerar conclusões precipitadas.

Ao mesmo tempo, observar somente os últimos 30 dias pode esconder uma mudança recente.

Por isso, trabalhar diferentes janelas é útil.

Uma operação pode acompanhar:

últimos 7 dias para identificar mudanças recentes;

últimos 30 dias para compreender o comportamento geral.

O mesmo princípio pode ser aplicado a outros períodos.

O importante é comparar curto e médio prazo.

Se determinada métrica piorou ontem, talvez seja apenas uma oscilação.

Se vem piorando continuamente durante uma semana e também apresenta tendência ruim no mês, o sinal ganha força.

Organize o dashboard conforme a fase do funil

Uma das maiores falhas é utilizar exatamente os mesmos indicadores durante toda a jornada.

O que importa durante uma captação não é necessariamente aquilo que importa na venda.

Um lançamento, por exemplo, pode ser dividido em diferentes fases.

Dashboard de captação

Na aquisição de leads, você pode acompanhar principalmente:

  • investimento;
  • leads;
  • CPL;
  • cliques no link;
  • CTR;
  • CPM;
  • campanhas;
  • conjuntos.

O objetivo é compreender a capacidade de gerar contatos dentro do custo esperado.

Dashboard de alcance

Em uma fase de distribuição e lembrança, outras métricas ganham relevância.

Podem entrar:

  • investimento;
  • alcance;
  • impressões;
  • frequência;
  • CPM;
  • CTR.

Nesse momento, avaliar a campanha apenas por compras não faria sentido se a principal função é garantir que pessoas já cadastradas recebam determinada comunicação.

Dashboard de tráfego

Quando a função é levar pessoas para uma página ou conteúdo, métricas como:

  • cliques;
  • custo por clique;
  • CTR;
  • investimento;
  • sessões ou acessos relevantes;

podem ganhar maior peso.

Dashboard de vendas

Quando a oferta está disponível, o foco muda novamente.

Agora podem ser priorizados:

  • compras;
  • faturamento;
  • custo por compra;
  • valor de conversão;
  • investimento;
  • CTR;
  • CPC;
  • retorno.

Essa divisão reforça um princípio:

métrica só faz sentido quando relacionada ao objetivo daquela etapa.

Analise o período completo quando quiser entender a venda

Uma compra registrada durante a abertura da oferta pode ter sido influenciada por campanhas anteriores.

Por isso, dependendo do modelo de atribuição da plataforma, analisar apenas os dias do carrinho pode esconder contribuições de campanhas executadas anteriormente.

Uma alternativa para o debriefing é observar todo o período do lançamento.

Assim, você consegue investigar:

  • campanhas que trouxeram compradores;
  • públicos envolvidos na jornada;
  • momentos em que houve maior influência;
  • relação entre fases anteriores e vendas.

Essa visão é especialmente útil depois que a campanha termina.

Separe acompanhamento diário de debriefing

Essas duas análises possuem objetivos diferentes.

Dashboard operacional

É usado enquanto as campanhas estão rodando.

Precisa ser rápido.

Ajuda a responder:

  • precisa aumentar investimento?
  • existe campanha cara?
  • algum público piorou?
  • o CPL saiu da meta?
  • existe criativo perdendo força?

Dashboard de debriefing

É usado depois.

Pode possuir uma visão mais ampla.

Ajuda a compreender:

  • quais campanhas contribuíram;
  • quais públicos venderam;
  • como os custos evoluíram;
  • onde estavam os melhores resultados;
  • o que deve ser repetido;
  • o que deve mudar.

O primeiro ajuda a operar.

O segundo ajuda a aprender.

A nomenclatura das campanhas afeta a qualidade do dashboard

Filtros dependem de dados organizados.

Se suas campanhas possuem nomes aleatórios, criar um painel eficiente fica mais difícil.

Imagine nomenclaturas como:

teste

campanha nova

campanha boa

duplicada 2

Agora tente separar automaticamente apenas campanhas de captação.

Você dependerá de filtros manuais ou outras soluções pouco confiáveis.

Uma nomenclatura estruturada poderia indicar:

  • fase;
  • objetivo;
  • produto;
  • público;
  • região;
  • data.

Assim, filtros conseguem selecionar grupos de campanhas de maneira previsível.

A organização começa antes do Data Studio.

O mesmo vale para conjuntos e anúncios

Quanto maior a operação, mais valiosa fica uma nomenclatura consistente.

Você pode desejar filtrar:

todas as campanhas de captação

ou:

somente conjuntos de remarketing

ou:

apenas campanhas de determinado produto

Se os nomes seguem um padrão, isso pode ser realizado rapidamente.

Se cada item foi criado de uma maneira diferente, o próprio dashboard começa a refletir a bagunça operacional.

Dados bons precisam nascer organizados.

Use filtros para investigar sem criar dezenas de páginas

Filtros tornam um dashboard muito mais útil.

Alguns dos mais relevantes podem ser:

  • período;
  • campanha;
  • conjunto de anúncios;
  • produto;
  • conta.

Imagine uma página mostrando resultados gerais.

Você seleciona uma campanha.

Todos os indicadores passam a mostrar somente aquela campanha.

Depois escolhe um conjunto.

A análise fica ainda mais específica.

Dessa forma, uma única estrutura consegue responder perguntas diferentes sem precisar criar um novo gráfico para cada situação.

Faça filtros dependentes quando isso ajudar

Uma estrutura interessante é permitir que a seleção de uma campanha restrinja as opções disponíveis no filtro seguinte.

Por exemplo:

Campanha A

Depois disso, o filtro de conjuntos apresenta apenas conjuntos pertencentes àquela campanha.

Isso facilita a navegação e reduz confusão.

Para operações com grande quantidade de campanhas, esse tipo de organização pode economizar bastante tempo durante a análise.

Os gráficos ajudam a perceber tendências

Um gerenciador de anúncios frequentemente apresenta números em tabelas.

Esses números são importantes.

Mas visualizar a evolução em um gráfico pode revelar padrões que ficam menos evidentes em linhas de dados.

Imagine o CPL durante dez dias.

Em uma tabela, você precisa interpretar valor por valor.

Em um gráfico, pode perceber imediatamente uma curva crescente.

O mesmo acontece com:

  • investimento;
  • leads;
  • CPM;
  • CTR;
  • receita;
  • margem.

A visualização não substitui o dado.

Ela facilita a percepção.

Use o gráfico principal para mostrar aquilo que está sendo perseguido

Se CPL é a principal métrica da fase, dê destaque para ele.

Se a prioridade é margem, ela deve aparecer claramente.

Se o objetivo é receita, não a esconda em uma pequena tabela.

A hierarquia visual deve acompanhar a hierarquia estratégica.

O elemento mais importante precisa ser percebido rapidamente.

Depois entram as métricas que ajudam a explicar seu comportamento.

Métricas secundárias servem para diagnóstico

Imagine que o CPL aumentou.

A pergunta seguinte é:

por quê?

Agora entram os indicadores secundários.

Talvez o CPM tenha subido.

Talvez o CTR tenha caído.

Talvez as pessoas estejam clicando normalmente, mas a página esteja convertendo menos.

A análise pode seguir uma cadeia.

Resultado piorou → investigar métricas intermediárias → localizar provável gargalo.

Esse é um dashboard realmente útil.

Ele não mostra apenas que existe um problema.

Ajuda a investigar de onde ele pode estar vindo.

CTR pode funcionar como sinal sobre o criativo

Em campanhas que dependem de cliques, CTR ajuda a observar a capacidade do anúncio de gerar interesse.

Se a taxa cai ao longo dos dias, pode existir uma mudança na resposta do público.

Isso pode indicar necessidade de investigar:

  • criativo;
  • mensagem;
  • público;
  • frequência;
  • contexto.

Não existe necessidade de transformar um valor específico de CTR em regra universal.

O mais útil é acompanhar histórico, contexto e objetivos da própria operação.

CPM ajuda a entender mudanças no custo da mídia

O CPM mostra quanto está custando gerar mil impressões.

Ele pode variar de acordo com fatores como:

  • público;
  • concorrência;
  • sazonalidade;
  • período;
  • posicionamentos;
  • características do leilão.

Quando existe uma mudança relevante no custo por resultado, observar CPM pode ajudar no diagnóstico.

Se os criativos continuam respondendo de maneira semelhante, mas o custo de distribuição aumentou bastante, parte da explicação pode estar no próprio ambiente de mídia.

Entenda o custo de cada etapa do funil

Operações de performance podem ir além do custo por compra.

Considere uma sequência como:

visualização do produto → início do checkout → cadastro → informação de pagamento → compra.

Cada etapa possui uma taxa de passagem.

Quando existe volume suficiente, também é possível acompanhar custos intermediários.

Isso ajuda a identificar onde o processo está quebrando.

Se o custo para levar pessoas ao checkout está saudável, mas compras caíram, talvez o problema esteja mais próximo do pagamento.

Se quase ninguém inicia o checkout, investigue uma etapa anterior.

O funil transforma a análise de uma única métrica em uma sequência de diagnósticos.

Automação ganha importância conforme a operação escala

Em uma operação pequena, atualizar alguns dados manualmente pode ser viável.

Conforme volume, contas e campanhas aumentam, essa rotina fica cada vez mais difícil.

Por isso, o material trabalha com integrações capazes de:

  1. coletar dados da plataforma;
  2. armazená-los ou organizá-los;
  3. atualizar a base;
  4. alimentar o Data Studio.

Essa estrutura reduz trabalho repetitivo.

O gestor deixa de gastar grande parte do dia copiando números e pode utilizar mais tempo na interpretação.

Google Sheets pode funcionar como ponte

Uma arquitetura bastante útil é:

plataforma de anúncios → integração → Google Sheets → Data Studio.

A planilha funciona como uma camada de tratamento.

Você pode:

  • separar abas;
  • organizar fases;
  • renomear campos;
  • consolidar dados;
  • criar cálculos;
  • preparar informações.

Depois, o Data Studio transforma isso em visualização.

Essa separação também facilita manutenção.

Quando surge alguma dúvida sobre o relatório, é possível verificar a base intermediária antes de culpar o dashboard.

Cuidado com soma e média de métricas

Nem todo campo pode ser simplesmente somado.

Alcance é um bom exemplo conceitual.

Uma pessoa pode aparecer em diferentes períodos ou campanhas.

Somar valores sem considerar a lógica de deduplicação pode produzir um número que não representa adequadamente o total.

Taxas também exigem atenção.

A média de médias pode gerar resultados diferentes de um cálculo realizado sobre os valores consolidados.

Portanto, antes de escolher a agregação de uma métrica, entenda como ela é calculada.

Um dashboard bonito baseado em uma agregação errada apenas apresenta o erro de maneira mais elegante.

Dados de redes sociais também podem alimentar dashboards

O material também apresenta uma aplicação para análise de conteúdo.

É possível criar visões relacionadas a:

  • seguidores;
  • novos seguidores;
  • visitas ao perfil;
  • alcance;
  • impressões;
  • cliques;
  • comentários;
  • salvamentos;
  • curtidas;
  • publicações;
  • regiões;
  • cidades.

Isso pode ser especialmente útil quando o histórico oferecido diretamente por uma plataforma é limitado.

Ao armazenar os dados periodicamente, a empresa constrói sua própria base histórica.

Com o tempo, fica possível comparar meses e identificar tendências que não estariam disponíveis em uma consulta rápida dentro do aplicativo.

Dashboard de conteúdo precisa ter objetivo

Mesmo nessa aplicação, não faz sentido coletar números apenas porque estão disponíveis.

Pergunte:

O objetivo é aumentar audiência?

Levar pessoas para o site?

Descobrir conteúdos que geram mais salvamentos?

Identificar regiões com maior presença?

Acompanhar distribuição?

Essa resposta determina o painel.

Um relatório de conteúdo também precisa possuir uma métrica principal e indicadores que ajudam a explicá-la.

Ferramenta é menos importante do que raciocínio analítico

Data Studio é uma ferramenta.

Outras podem realizar tarefas semelhantes.

Algumas são mais simples.

Outras permitem análises mais avançadas.

Algumas exigem programação.

Outras trabalham quase completamente em uma interface visual.

O conhecimento mais importante é saber:

  • o que medir;
  • por que medir;
  • como o dado foi coletado;
  • qual métrica representa sucesso;
  • como investigar um problema;
  • como transformar informação em decisão.

Quando você domina essa lógica, trocar de ferramenta se torna muito menos traumático.

Não construa o dashboard antes de entender o negócio

Um painel para e-commerce não deveria nascer apenas do gerenciador de anúncios.

Pergunte antes:

Qual é a margem desejada?

Qual é o CAC máximo?

Existe recompra?

Quais produtos possuem maior margem?

Quais custos operacionais precisam ser considerados?

Como são registrados clientes novos?

Como a empresa acompanha receita?

No caso de um lançamento:

Qual é a meta de leads?

Qual o CPL aceitável?

Quais fases existem?

O que precisa acontecer durante o aquecimento?

Qual é a métrica principal na abertura?

Essas respostas determinam o dashboard.

Cliente e gestor não precisam receber o mesmo relatório

Outro princípio importante é adaptar o nível de informação ao usuário.

Um cliente com conhecimento avançado de marketing pode desejar visualizar:

  • campanhas;
  • conjuntos;
  • CTR;
  • CPM;
  • CPC;
  • atribuição.

Outro pode querer apenas:

  • investimento;
  • leads;
  • vendas;
  • receita;
  • custo;
  • retorno.

Mostrar complexidade sem necessidade não agrega valor.

Às vezes, agrega confusão.

O dashboard deve respeitar o repertório de quem vai utilizá-lo.

Crie uma versão executiva e outra operacional

Uma solução interessante é separar funções.

Visão executiva

Para quem precisa compreender rapidamente a saúde da operação.

Pode mostrar:

  • faturamento;
  • investimento;
  • lucro;
  • margem;
  • CAC;
  • compras.

Visão operacional

Para quem precisa otimizar campanhas.

Pode incluir:

  • CPM;
  • CTR;
  • CPC;
  • eventos intermediários;
  • campanhas;
  • conjuntos;
  • produtos;
  • custos por etapa.

Ambas podem usar a mesma base.

O que muda é a pergunta respondida.

Considere uma versão para celular

Dashboards usados diariamente podem ser consultados fora do computador.

Criar uma versão organizada para telas menores facilita acompanhamento.

No mobile, seja ainda mais seletivo.

Talvez sejam suficientes:

  • métrica principal;
  • investimento;
  • resultado;
  • custo;
  • gráfico de tendência.

Tabelas enormes e análises profundas podem permanecer na versão desktop.

O objetivo da versão móvel é consulta rápida.

Um bom dashboard precisa gerar uma ação

Este é o teste final.

Você abriu o relatório.

Viu os dados.

O que consegue decidir?

Talvez seja:

reduzir investimento em um produto.

aumentar orçamento em uma campanha.

trocar criativo.

investigar a página.

revisar o checkout.

mudar uma etapa do lançamento.

manter a estratégia porque está dentro da meta.

Se o painel acumula muitas informações, mas não melhora nenhuma decisão, sua função precisa ser revista.

O dado precisa chegar até o negócio

Um dashboard de tráfego pago não deveria terminar no tráfego.

A campanha participa de um sistema maior.

No e-commerce:

anúncio → visita → checkout → pagamento → faturamento → custos → margem.

Na geração de leads:

anúncio → lead → atendimento → oportunidade → venda.

No lançamento:

anúncio → cadastro → comparecimento → conteúdo → oferta → compra.

Quanto mais a análise consegue avançar dentro dessa jornada, mais estratégica ela se torna.

Uma estrutura prática para construir seu dashboard

Antes de abrir o Data Studio, siga uma sequência simples.

1. Defina o objetivo

Qual etapa ou operação você quer analisar?

2. Escolha a métrica de obsessão

Qual indicador melhor representa o resultado esperado?

3. Liste as métricas secundárias

Quais números ajudam a explicar alterações na métrica principal?

4. Organize as nomenclaturas

Campanhas, conjuntos e produtos precisam seguir uma lógica.

5. Defina a fonte de dados

Plataforma direta, API, planilha, banco ou integração.

6. Valide os números

Compare a origem com aquilo que aparece no dashboard.

7. Crie os indicadores principais

Coloque o que precisa ser visto imediatamente.

8. Adicione gráficos de evolução

Mostre tendência ao longo do período.

9. Crie tabelas de detalhamento

Campanhas, conjuntos, produtos ou outras dimensões.

10. Adicione filtros

Período, campanha e conjunto costumam ser úteis.

11. Simplifique

Retire tudo que não participa de uma decisão.

12. Use

Um dashboard só começa a revelar seus problemas depois que entra na rotina.

O objetivo é olhar menos e entender mais

Essa talvez seja a melhor maneira de resumir o papel de um dashboard.

Quem começa pode acreditar que análise significa acompanhar uma quantidade cada vez maior de números.

Com experiência, percebe que parte do trabalho consiste justamente em eliminar ruído.

Você não precisa colocar todo o gerenciador dentro do Data Studio.

Precisa escolher aquilo que ajuda a enxergar o negócio.

A métrica principal mostra para onde olhar.

As métricas secundárias ajudam a diagnosticar.

Os gráficos revelam tendências.

Os filtros aprofundam a investigação.

Os dados do negócio mostram se o resultado da mídia realmente faz sentido.

E a decisão fecha o ciclo.

Porque tráfego pago não melhora apenas quando você coleta mais informações.

Melhora quando consegue transformar as informações certas em ações melhores.

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